número 3

LETRAS JURIDICAS03

Versão impressa: ISSN 2358-2685  |  Volume 2 – N.2 |  2. semestre 2014

Versão on-line: ISSN 2358-2154  |  Volume 2 – N.2 |  2. semestre 2014

 

Errare Humanum Est

O violeiro do Pantanal Almir Sater canta em uma de suas canções que ele “pensa que cumprir a vida seja simplesmente compreender a marcha e ir tocando em frente”. Parece que esse espírito, nascido da canção que fala de sabores, de massas e de manhãs, escrita junto de Renato Teixeira, paira sobre quem sonha. É bom que o sonhador ande pela estrada e que se confunda com ela mesma. Sonhar é estrada. Sentida mais que sabida. Conhecer também seria sentir.

Tocamos na direção da publicação de mais um volume de nossa Letras Jurídicas. Local de habitação discente na Escola de Direito do Centro Universitário Newton Paiva. Momento no qual xs alunxs tornam-se protagonistas de sua própria tragédia. Compositores de sertão. Tocadores de sua própria andança. Pois que percorrer os anos nos bancos da faculdade é como andar pela estrada do tempo. Este que nos corta, deixa lágrimas e marcas. Mas que também nos informa que “cada um de nós carrega o dom de ser capaz, e de ser feliz”.

O tempo dentro do curso nem sempre corre o curso que queremos dele. Mais uma vez a canção de Sater e Teixeira nos ensina: “só levo a certeza de que muito pouco eu sei, ou nada sei”. Desse jeito desconfiado que somos nós mineiros, caminhamos pelos corredores, pelos bancos, pelas visitas técnicas, pelas palestras, semanas jurídicas, noites adentro dos códigos, das doutrinas, de nós mesmos.”Tocamos o dia pela longa estrada”. Não é sabido onde ela vai dar. Há sabores bons. Amargores e saudades. O curso entra em nós enquanto passamos por ele, senão não se chamaria curso. O rio tem seu curso. Ele é tragédia. Não nos irá obedecer. Talvez um bom olhar, sensível e admirador, seja uma boa saída para essa dúvida que percorrer nossa estrada. Nos faz hesitar e por vezes andar com pressa. “A pressa é inimiga da perfeição”. Mas a perfeição não é dos deuses? Talvez seja interessante pensar nisso.

Errar é humano. Mas não nos assustemos. Há possibilidade de “compreender a marcha”. “Tocar em frente”. Somos estradas. Iremos errar. Mas esse errar não é apenas um desvio da retidão, ademais requerida pelo direito. Errar é também errância. Nessa senda, de errância em errância, de curva de rio em diante o curso vai tomando forma. Contornando nossas falas, nossos valores, distinguindo as encruzilhadas, mostrando um horizonte, criando esse horizonte. O curso serpenteia nossos sonhos desde o primeiro dia de aula. Nós, vivendo nele, nos construímos. Erramos. Aliás, na educação, a errância talvez seja o lema. Em um percurso que é rio, devemos nos dar às próximas paragens. Para conhecermos é “preciso amor”, senão, “não pulsa”. Assim como sem chuva, não flore. E que graça tem estrada sem flor.

As letras que estão aqui são talvez a desembocadura do rio. De alguma maneira essa Revista discente é um mar. É rio enquanto corredeira. É mar enquanto hospitalidade a receber todos esses sonhos que vem. Ao som do direito penal, civil, processual, trabalhista ou constitucional construímos nossas ideias sempre a acreditar que essa contribuição possa de alguma maneira criar mundo novo. Cada humano é um rio. Cada alunx aqui representa uma curva de rio. Almir Sater disse que essa canção é uma canção sobre a esperança – que nossxs alunxs tenham a dimensão da esperança a guiar a composição do seu tempo. Pois errar por aí só é possível pelo outro, esse infinito que nos enche de esperança e de possibilidades no encontro. Errar é olhar o outro. O outro que é esperança.

Bernardo G.B. Nogueira
Editor

 

 

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